Você, mulher, pode ser até uma pessoa super do bem, mas duvido que não tenha um minutinho que seja de inveja, por exemplo, da Angelina Jolie. Pode ser da boca dela, do corpaço dela, da conta bancária dela, da carreia bem sucedida dela. Ou, é claro, do MARIDO dela!
E você, rapaz que me lê, muito provavelmente, poderia invejar o Brad Pitt pelos mesmos atributos. Ele é lindo, tem fama, dinheiro e a Angelina.
Mas então, você está aí na sua vida e sempre falta alguma coisa. Sem-pre! Se não estiver faltando mesmo, a gente procura. E, muitas vezes, a gente vê em outra pessoa aquilo que não tem. Até a Angelina, de vez em quando, fica carente de mais um filho, por exemplo. E vai lá em algum país subdesenvolvido e pronto. Problema resolvido.
Só que você, pessoa comum, pode sentir falta de coisas, digamos, mais simples. Ou melhor, sem eufemismos, ok? Não estou aqui falando só de ausência, o papo é mesmo sobre inveja. Você pode me falar sobre a invejinha boa ou inveja (que horror!) branca. Estes são os nomes que se usa para que o seu sentimento pareça mais bonzinho. Afinal, você é do bem. Temos mesmo o hábito de amenizar as coisas quando se trata do nosso umbiguinho lindo. Por outro lado se é o vizinho que te trucida com os olhos quando você chega em casa de carro novo, então ele é um maldito invejoso e que queime no inferno.
Ok, sejamos legais conosco e vamos usar “invejinha” para falar de pessoas boas como a gente.
Aí, minha amiga – não eu, claro – ela, a minha amiga anda meio carente. Tem um tempo que não namora, que não recebe um chamego bem feito e nem mesmo uma declaração de amor dessas super hiper mega bregas, mas que a gente adora. Ops, a gente não. Ela, ela!
Então, era uma daquelas cenas bem normais e morninhas do dia a dia, até que ela viu o casal. Do outro lado da rua e abraçados eles pareciam felizes. Ela meio baixinha e gordinha. Ele, mais alto um pouco, com um cabelo (péssimo) com luzes*, mas enfim o foco estava naquela felicidade escancarada. Foi aí que minha amiga sentiu a invejinha.
Não formavam um casal exatamente bonito, mas pareciam apaixonados. Olhavam-se com carinho, abraçavam-se o tempo todo e se beijavam. Muito e ali no meio da rua. Disso, minha amiga nem teve tanta invejinha assim. Ela acha que tem coisas que pegam meio mal e teve certeza disso, quando o moço, provalmente esquecendo o significado do termo “lugares públicos”, colocou, ou melhor, enfiou a mão na retaguarda da namorada.
Já torcendo o nariz e achando a cena, antes bucólica, agora bem de mau gosto, minha amiga começava a mandar para bem longe a invejinha que sentiu cinco minutos antes. Foi quando aconteceu o inesperado! Ela jura que chegou até a pensar em procurar um padre para se confessar pela inveja e garante que nunca, jamais, nem mesmo se visse o casal “Brangelina” em situação semelhante, quer voltar a sentir aquilo novamente.
Explico. Ou melhor, minha amiga me explicou e eu conto aqui. Depois da mão naquilo, o moço, cheirou a própria axila esquerda e pareceu perguntar: “amor, eu estou fedendo?” e ofereceu seu suvaco (palavra horrorosa, eu sei) para mocinha, que sorria enquanto inalava os odores do seu amado. Depois disso, minha amiga não se lembra mais de nada. Acho que desmaiou.
Moral da história: a inveja, como diriam os filósofos, é uma merda. Se precisa de amargor na sua vida, escolha o jiló.
*Meninos, NUNCA façam um negócio desses. Evitem até a morte tingir, mas nem sob tortura façam luzes! A gente até que gosta de grisalhos, pô! Mas achamos ridículo homem de cabelo tingido.

5 comentando:
Considero o perdoar e o não sentir inveja as coisas mais difíceis de se fazer de acordo com o que meu amigo, o JC, me ensinou. Somos humanos, falíveis, com dias bons, dias ruins e dias de merda. Sempre há um motivo para sentir uma invejinha...da branca, claro...rs.
Eu mesma tive esse sentimento, e bem forte, há poucos meses, quando percebi que a maior parte dos meus amigos estavam em situação profissional e financeira melhor do que a minha. Ainda mais por todos eles serem mais novos do que eu, com menos experiência e, alguns, até com menos talento. Mas eu tenho certeza que a inveja, nesse caso, não é achar que aquela pessoa não deveria ou não mereceria ter aquilo que vc tb gostaria de ter, mas o desejo de ter também e o sentir-se injustiçado por não ter, quando era merecido que tivesse. Entendeu? rs.
Bjo!
Dani
Muito legal!
Adorei a sua sinceridade, digo, da sua amiga.
Bjs
Ando assim, tipo sua amiga! hehe!
Na verdade a inveja faz parte da vida de todo mundo!!! Seja ela boa ou ruim, as pessoas estão sempre nos invejando (e as vezes nem sabem o que passamos!! rs) e nós estamos sempre invejando alguém... acho normal, natural e um ótimo estímulo para corrermos atrás das coisas!!! MAS CALMA AÍ!!! Eu to falando é da inveja boa, aquela branquinha... hehehehehe
Ps. Só pra deixar registrado: Eu AMO jiló!!! :)
Muitos beijos!
Rê,
Mas o legal de ser "gente" é isso. Somos instáveis, variam nosso humor e nossas vontades... Somos assim, por isso é que é bom!
Ginaldo!
Minha amiga é mesmo muito sincera! Precisa ver só...
Dan,
Você e essa minha amiga têm muitas coisas em comum! Incrível mesmo!
Rê Borges,
Tem sempre mesmo alguém invejando alguma coisa que o outro tem ou demonstra ter, né?
Bobeira!
Eu não invejo seu jiló. Enjoy it! :D
Beijooo
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